“Dizemos que algo será inesquecível não apenas para reforçar, transformando-a já um pouco em passado, a intensidade com que o experimentamos agora, no presente, mas sobretudo para protegê-la, guardá-la com todo o zelo e o cuidado que considerarmos necessário, de modo a garantir que dentro de um tempo, quando nem o mundo nem nós seremos mais os mesmos, essa porção de experiência continue estando ali, nos esperando, demonstrando que há ao menos uma coisa que conseguiu resistir a tudo. Mas nada era inesquecível. Não há imunidade contra o esquecimento.”
O Passado - Alan Pauls.
Sem prostituir a identificação, é possível afirmar, sim, que a empatia existe. Existe tanto que me faz calçar seus sapatos e entender o que talvez você sinta. E visando a sua satisfação, e não a minha, e visando o seu descanso, que faz de mim um idoso, é melhor que eu me esconda também.
Liberdade não é fazer tudo o que se tem vontade, unicamente por poder, indiscriminadamente, como se isso não fosse, também, escravidão do desejo.
Liberdade é fazer aquilo que convém, sempre.
O passado eu carrego comigo. Como lembrança ou como esquecimento. Que diferença faz recordar ou esquecer? Tem coisa que se carrega no corpo. Como marca. Ou como ausência.